Pra falar a verdade, penso que o Atlético é invencível.
Não me lembro, aliás, de ter visto o Atlético perder jamais.
(Comentaristas que realmente entendem de futebol estão começando a falar sério sobre o Atlético. Desta vez Antero Greco falou que "o Atlético joga fácil" e confirmou a tese deste blogue de que Bernard é o verdadeiro astro do time.)
sábado, 21 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Figueirense 3 Atlético 4
Agora virou festa. Todo mundo falando que o Atlético está rumando para o título. Nem preciso mais exprimir meu otimismo por meio de argumentos complexos e não-lineares nestas postagens. O time é bom demais. Por todos os lados só há craques.
A chegada de Ronaldinho liberou Bernard dos marcadores e transformou esse garoto num monstro do futebol. Jô é foi um achado, não dá nem pra comparar com André, e olha que este nem era ruim. Victor salvou a única parte do time que preocupava. Junior César é o melhor lateral-esquerdo em atividade no Brasil. Guilherme, por incrível que pareça, deve continuar jogando bem (quando o time está bem, fica bem mais fácil).
O time técnico, mas paradão, que ganhava de adversários fracos como o Uberaba mas passava aperto contra times marcadores como o Goiás ficou para trás, agora o Atlético é um time veloz, um time que corre e joga com lançamentos, de Ronaldinho ou Leandro Donizete. Um time ofensivo e bonito de ver. É diferente daquele time maravilhoso que jogava correndo de 2009, mas é bonito mesmo assim. Tardelli talvez esteja agora arrependido de não ter vindo para ser campeão conosco, mas tudo bem, ele virá em 2015.
Cuca fez um grande trabalho.
A chegada de Ronaldinho liberou Bernard dos marcadores e transformou esse garoto num monstro do futebol. Jô é foi um achado, não dá nem pra comparar com André, e olha que este nem era ruim. Victor salvou a única parte do time que preocupava. Junior César é o melhor lateral-esquerdo em atividade no Brasil. Guilherme, por incrível que pareça, deve continuar jogando bem (quando o time está bem, fica bem mais fácil).
O time técnico, mas paradão, que ganhava de adversários fracos como o Uberaba mas passava aperto contra times marcadores como o Goiás ficou para trás, agora o Atlético é um time veloz, um time que corre e joga com lançamentos, de Ronaldinho ou Leandro Donizete. Um time ofensivo e bonito de ver. É diferente daquele time maravilhoso que jogava correndo de 2009, mas é bonito mesmo assim. Tardelli talvez esteja agora arrependido de não ter vindo para ser campeão conosco, mas tudo bem, ele virá em 2015.
Cuca fez um grande trabalho.
domingo, 10 de junho de 2012
Palmeiras 0 Atlético 1
O comentarista do PFC falou -- antes do jogo -- que o Atlético vai brigar pelo título. Agora, depois da nossa quase goleada, Paulo Vinícius Coelho também falou. O Brasil começa a acordar para a enorme qualidade do time do Atlético e para a verdade -- que já fora aqui divulgada, sem alarde -- de que o Galo será provavelmente campeão brasileiro (digo "quase goleada", porque roubaram três gols do Atlético, mas a Globo misteriosamente sumiu com os vídeos dos lances).
O time já tinha essa qualidade antes de Ronaldinho Gaúcho, e parece que ele não vai atrapalhar, então podemos por ora perdoar Alexandre Kalil por ter trazido um jogador que traiu o Grêmio. Mas como o Atlético é mais forte que o Ronaldinho, e já seria mesmo campeão mesmo sem ele, é bom que se destaque aqui que a jogada do gol foi um cruzamento de Bernard; a jogada em que Bernard perde um gol na cara veio de um lançamento de Danilinho; o segundo gol anulado do Galo também veio de um lançamento de Bernard; e, no início da partida, também aconteceu um lançamento quase perfeito dentro da pequena área, de Marcos Rocha, que Bernard não alcançou por muito pouco.
Isto dito, Ronaldinho também merece aplausos. Teve participações geniais.
Por fim, é importante notar, no já referido comentário de PVC, a seguinte passagem:
"porque ter um jogador de seu tamanho no elenco, com sua história, pode encher de confiança jogadores de bom nível e pouco prestígio. Jogadores como Bernard, Danilinho, Pierre, Jô e Richarlyson."que, combinada a esta breve explicação e exaltação do fator confiança, serve para confirmar, mais uma vez, o otimismo que devia estar inundando os corações atleticanos.
sábado, 2 de junho de 2012
Confiança
Por que os jogadores alternam bons e maus momentos? A completa compreensão de fenômenos complexos desta natureza está além da capacidade de qualquer mente humana, mas ainda assim podemos identificar causas maiores, e de maior grau de ocorrência, no caso do futebol. Penso que vale a pena destacar, dentre essas causas, a confiança.
A confiança, que de tempos em tempos surge nas bocas dos comentaristas da televisão e do rádio ("fulano de tal está sem confiança") não tem seu devido valor reconhecido, provavelmente pelo mau uso e pela banalização que sofreu com várias décadas de comentários ineptos de jornalistas que só fazem repetir chavões atrás de chavões (não todos e/ou nem sempre, é bom que se diga).
O segundo erro é achar que a confiança é um fator psicológico, no estilo "fulano está sem confiança, porque está voltando de lesão" ou "porque brigou com a mulher", como se um fator extra-campo, ou uma preocupação, ou uma tristeza qualquer ficasse martelando na cabeça do jogador enquanto ele tenta chutar a bola e isso o tornasse pior. Não. A confiança é um fator físico. Mas não no sentido de treinamento físico ou técnico, ou boa forma. Não, a confiança é um fator físico porque o corpo pensa muito melhor do que a mente. Quando o jogador está confiante, ele deixa de se preocupar em acertar as jogadas, em mover o pé um milimetro a mais para esquerda ou para a direita. Ele apenas joga. A confiança está em reconhecer que o corpo sabe o que fazer, e não interferir na sua ação com pensamentos demais.
É este o ensinamento do multi-famoso (e por isto também multi-mal-interpretado) "Inner Game of Tennis", de Timothy Gallwey -- que depois deu origem à série de livros inner game e vários cursos e seções de auto-ajuda do mundo do business, todas sob o nome da disciplina coaching que, imagino eu, deve ser um grande conjunto de porcaria.
Não temos como criar a confiança nos jogadores, e nem como mantê-las, mas podemos comemorar como uma vitória cada momento em que percebermos que essa confiança foi adquirida pelos que vestem a camisa do Atlético, porque cada vez que isto acontecer, o rolo compressor alvinegro ficará mais forte e suas chances de vitória aumentarão enormemente.
Como exemplo, fica a melhora de Bernard, que voltou a jogar como no fim de 2011, após este jogo importante em que fez dois gols com a mesma aura tranqüila e despreocupada que víamos em Tardelli (principalmente o segundo, talvez o estado de confiança a que me refiro tenha sido alcançado em algum momento entre os dois gols).
Aos que não crêem em milagres, digo-lhes que cada vez que um jogador do Atlético atinge o estado de confiança que Tardelli tinha em 2009, e que Bernard, Leandro Donizete, Pierre e (talvez, quem sabe com este lance) Danilinho têm agora, é um milagre que se realiza. Torçamos para que venham outros desses milagres, e que a equipe do Atlético esteja toda em seu nível máximo de confiança por toda a temporada.
A confiança, que de tempos em tempos surge nas bocas dos comentaristas da televisão e do rádio ("fulano de tal está sem confiança") não tem seu devido valor reconhecido, provavelmente pelo mau uso e pela banalização que sofreu com várias décadas de comentários ineptos de jornalistas que só fazem repetir chavões atrás de chavões (não todos e/ou nem sempre, é bom que se diga).
A confiança em si
O primeiro erro dos jornalistas é dar à confiança um peso negativo. "Fulano de tal está sem confiança", como se alguém o tivesse roubado a confiança, como se algum fator obscuro dos treinos ou da organização do clube, as vontades do treinador ou um tempo de afastamento por lesão tivessem removido a confiança natural do fulano. Mas esta visão está errada, porque a confiança não é natural. A confiança tem que ser adquirida e mantida. E isto depende de trabalho mental e aprendizado do jogador, ou de competências inatas cuja origem não podemos explicar. Assim como a pobreza é natural no homem, a falta de confiança é o estado natural do jogador. E ela não não brota do gramado nem tampouco pode ser injetada no futebolista pelo treinador. É normal o jogador não ter confiança. A diferença do jogador que está sempre em boa fase para o que nunca está é a capacidade mental e a concentração que aquele tem e este não para manter a confiança por um bom tempo, quando ela vem.É este o ensinamento do multi-famoso (e por isto também multi-mal-interpretado) "Inner Game of Tennis", de Timothy Gallwey -- que depois deu origem à série de livros inner game e vários cursos e seções de auto-ajuda do mundo do business, todas sob o nome da disciplina coaching que, imagino eu, deve ser um grande conjunto de porcaria.
A confiança e as pretensões atleticanas de título
Chegando ao Campeonato Brasileiro: por que o Atlético ainda não foi decretado campeão brasileiro? Porque ainda pode perder, é claro. E, creio eu, se perder o terá feito por seus jogadores não terem conseguido manter a confiança por tempo suficiente. O time de 2009 foi tão espetacular porque tinha, no geral, confiança de sobra (veja neste gol do Diego Tardelli, por exemplo, como ele não se preocupa nem um pouco com o que fazer com a bola, bem diferente, por exemplo deste lance do Diego Souza, em que o nervosismo quase pôde ser filmado pela câmera).Não temos como criar a confiança nos jogadores, e nem como mantê-las, mas podemos comemorar como uma vitória cada momento em que percebermos que essa confiança foi adquirida pelos que vestem a camisa do Atlético, porque cada vez que isto acontecer, o rolo compressor alvinegro ficará mais forte e suas chances de vitória aumentarão enormemente.
Como exemplo, fica a melhora de Bernard, que voltou a jogar como no fim de 2011, após este jogo importante em que fez dois gols com a mesma aura tranqüila e despreocupada que víamos em Tardelli (principalmente o segundo, talvez o estado de confiança a que me refiro tenha sido alcançado em algum momento entre os dois gols).
Aos que não crêem em milagres, digo-lhes que cada vez que um jogador do Atlético atinge o estado de confiança que Tardelli tinha em 2009, e que Bernard, Leandro Donizete, Pierre e (talvez, quem sabe com este lance) Danilinho têm agora, é um milagre que se realiza. Torçamos para que venham outros desses milagres, e que a equipe do Atlético esteja toda em seu nível máximo de confiança por toda a temporada.
sábado, 26 de maio de 2012
Forlán pra quê?
O Atlético contratou Junior Cesar. Talvez a melhor contratação que pudesse ser feita. Nossa posição mais carente de todas era, antes de sua chegada, sem sombra de dúvida, a lateral-esquerda. Richarlyson não estava dando conta do recado e o desempenho atleticano na ala canhota não fazia jus ao resto do campo e ao resto do time (embora só o anúncio do interesse do Galo por Junior Cesar já o tenha feito melhorar bastante).
Mas com Junior Cesar as coisas mudam de figura. Não sei se alguém se lembra da Libertadores de 2008. Tem muito tempo, até, mas não o suficiente para o rapaz desaprender a jogar bola. E do que ele precisa para voltar a jogar bola (não que esteja jogando mal agora, no Flamengo é impossível jogar bem, e no São Paulo ele fez um bom papel, mas queremos o Junior Cesar de 2008, certo?)?
Ele precisa de liberdade para atacar.
Puxe pela memória. O bom Junior Cesar defendia bem, mas corria solto para o ataque. Há vários fatores causais aí, não é só "liberdade para atacar", mas não estou em condições de saber quais. Nosso técnico estará. E, como ele deu liberdade a Marcos Rocha usando um zagueiro na cobertura e um volante cobrindo o zagueiro -- ou logo o volante na cobertura (e o Atlético de fato joga num 3-5-2 bem mais digno e sério do que aqueles 5-3-2 que foram moda há uns três quatro anos, e que a imprensa insistia em chamar de 3-5-2) (o 3-5-2 do Atlético é sério porque não é imposto pra cima dos laterais, é porque Marcos Rocha é naturalmente um meia, então tudo flui bem, e pode fluir ainda melhor, talvez, se tudo for bem encaixado, com um lateral-meia e um lateral-ala como o Junior Cesar) (lembremos que o Internacional de 2006, campeão da Libertadores e ideal de 3-5-2 que inspirou a modinha, jogava com um lateral-meia, Jorge Wagner, e um lateral-ala, Elder Granja).
Com tudo isso dando certo, também é provável que vejamos melhoras no desempenho de Bernard, que tem sido obrigado a jogar meio que sozinho na esquerda, e uma leve mudança tática somada à adição de um jogador bom na posição deve fazer bem a ele (e se não fizer, que volte Richarlyson, porque Bernard é crucial).
Mas com Junior Cesar as coisas mudam de figura. Não sei se alguém se lembra da Libertadores de 2008. Tem muito tempo, até, mas não o suficiente para o rapaz desaprender a jogar bola. E do que ele precisa para voltar a jogar bola (não que esteja jogando mal agora, no Flamengo é impossível jogar bem, e no São Paulo ele fez um bom papel, mas queremos o Junior Cesar de 2008, certo?)?
Ele precisa de liberdade para atacar.
Puxe pela memória. O bom Junior Cesar defendia bem, mas corria solto para o ataque. Há vários fatores causais aí, não é só "liberdade para atacar", mas não estou em condições de saber quais. Nosso técnico estará. E, como ele deu liberdade a Marcos Rocha usando um zagueiro na cobertura e um volante cobrindo o zagueiro -- ou logo o volante na cobertura (e o Atlético de fato joga num 3-5-2 bem mais digno e sério do que aqueles 5-3-2 que foram moda há uns três quatro anos, e que a imprensa insistia em chamar de 3-5-2) (o 3-5-2 do Atlético é sério porque não é imposto pra cima dos laterais, é porque Marcos Rocha é naturalmente um meia, então tudo flui bem, e pode fluir ainda melhor, talvez, se tudo for bem encaixado, com um lateral-meia e um lateral-ala como o Junior Cesar) (lembremos que o Internacional de 2006, campeão da Libertadores e ideal de 3-5-2 que inspirou a modinha, jogava com um lateral-meia, Jorge Wagner, e um lateral-ala, Elder Granja).
Com tudo isso dando certo, também é provável que vejamos melhoras no desempenho de Bernard, que tem sido obrigado a jogar meio que sozinho na esquerda, e uma leve mudança tática somada à adição de um jogador bom na posição deve fazer bem a ele (e se não fizer, que volte Richarlyson, porque Bernard é crucial).
(substitua André por Jô, se quiser)
Bom, com Guilherme atuando de meia e jogando bem, Escudero recobrando sua confiança, Junior Cesar e Bernard sendo laterais meiocampistas e Leandro Donizete, o gênio, atuando em todas as posições, como no desenho, seremos imparáveis.
Não gosto da idéia de termos um centroavante -- o time de 2009, o melhor Atlético desde a época de Reinaldo, não tinha centroavante --, mas se for pra ter, André e Jô certamente irão render bem. O que eu faria, se pudesse, e se fosse possível fazê-lo jogar futebol como ele sabe, substituiria André por Danilinho, e o Veron Brasileiro seria nosso ponta-que-chega-do-lado-e-cruza-rasteiro-na-área, junto com Bernard, que faria o mesmo pelo outro lado, mas não como ponta, e sim como atacante-aberto-que-corta-e-chuta.
(um dia esse quadrado mágico fará tremer a boca dos comentaristas imbecis da SporTV)
Mas os jogadores não são lá muito importantes (o sistema tático sim), o que era importante dizer é que, ora, com Junior Cesar em condições de voltar ao seu melhor futebol -- e mesmo que não volte, só de ocupar o espaço ali sem comprometer --, podemos muito bem ser campeões sem Forlán.
Mas se vier o Forlán, meu amigo, aí já podem entregar a taça e começar a disputar as tão famigeradas vagas para a Libertadores.
domingo, 20 de maio de 2012
Ponte Preta 0 Atlético 1
Um jogo feio? Sim. Uma decepção nos planos atleticanos de buscar o título? Não. Ora, ganhamos. Foram 3 pontos bem ganhos, que não nos afastam do risco de rebaixamento, porque esse risco nunca existiu, só nos aproximam do título.
Apesar da compilação da Globo não deixar isto muito claro, porque só mostra meia dúzia de lances, o Atlético mais uma vez mostrou que é um time técnico e de toque de bola. A impressão do espectador mediano, de o time insiste demais nos cruzamentos, é falsa. O Atlético, apesar de ter insistido demais nos cruzamentos só o fez a partir do segundo tempo, quando percebeu que o gramado do Moysés Lucarelli estava repelindo a bola, deixando-a quicadiça, arredia, e atrapalhando o time de mais toque de bola -- o Atlético. Bons observadores notarão que a bola não ficava no chão nem em passes curtos, quanto mais em passes longos, rasteiros (e vários) como demanda o estilo ideal de jogo que Cuca está implantando no Atlético.
Foi isto que obrigou (mesmo sendo discutível se esta foi a melhor estratégia) o Atlético a exagerar nos cruzamentos, em que realmente foi mal. Mas mesmo assim, no final do segundo tempo, quando o jogo foi completamente dominado pela equipe de Belo Horizonte, aconteceu do time ficar trocando bolas na intermediária, sem perder o controle jamais, e criando oportunidades (ruins, mas ainda assim oportunidades) a cada momento. Não foi coincidência.
A má atuação de Danilinho, que ou está sendo mal-posicionado pelo técnico ou ainda não se conscientizou a si mesmo de sua real posição, e os erros e mal-aproveitamento dos cruzamentos que decorreram do seu uso excessivo -- por um time que não está treinado para basear seu jogo nesse tipo de jogada -- são pontos pequenos frente à desenvoltura do Atlético nas poucas jogadas de bola no chão que conseguiu realizar (ver jogadas aos 12 e 45min).
Também não precisamos falar do gol, que aconteceu num golpe de sorte, é verdade (mas quem falou que futebol não envolve sorte?) mas também do bom posicionamento de Escudero e da jogada com bola no chão que deu na falta (donde viria a sair o gol).
O que é importante notar nesse jogo de hoje contra a Ponte Preta é que o Atlético continua no caminho certo e, como mais de três quartos dos jogos do Campeonato serão em campos bons (metade no Independência e mais 9 contra times grandes em seus grandes estádios, eu espero), a boa técnica e troca de passes atleticana ainda se mostrará boa e útil.
Apesar da compilação da Globo não deixar isto muito claro, porque só mostra meia dúzia de lances, o Atlético mais uma vez mostrou que é um time técnico e de toque de bola. A impressão do espectador mediano, de o time insiste demais nos cruzamentos, é falsa. O Atlético, apesar de ter insistido demais nos cruzamentos só o fez a partir do segundo tempo, quando percebeu que o gramado do Moysés Lucarelli estava repelindo a bola, deixando-a quicadiça, arredia, e atrapalhando o time de mais toque de bola -- o Atlético. Bons observadores notarão que a bola não ficava no chão nem em passes curtos, quanto mais em passes longos, rasteiros (e vários) como demanda o estilo ideal de jogo que Cuca está implantando no Atlético.
Foi isto que obrigou (mesmo sendo discutível se esta foi a melhor estratégia) o Atlético a exagerar nos cruzamentos, em que realmente foi mal. Mas mesmo assim, no final do segundo tempo, quando o jogo foi completamente dominado pela equipe de Belo Horizonte, aconteceu do time ficar trocando bolas na intermediária, sem perder o controle jamais, e criando oportunidades (ruins, mas ainda assim oportunidades) a cada momento. Não foi coincidência.
A má atuação de Danilinho, que ou está sendo mal-posicionado pelo técnico ou ainda não se conscientizou a si mesmo de sua real posição, e os erros e mal-aproveitamento dos cruzamentos que decorreram do seu uso excessivo -- por um time que não está treinado para basear seu jogo nesse tipo de jogada -- são pontos pequenos frente à desenvoltura do Atlético nas poucas jogadas de bola no chão que conseguiu realizar (ver jogadas aos 12 e 45min).
Também não precisamos falar do gol, que aconteceu num golpe de sorte, é verdade (mas quem falou que futebol não envolve sorte?) mas também do bom posicionamento de Escudero e da jogada com bola no chão que deu na falta (donde viria a sair o gol).
O que é importante notar nesse jogo de hoje contra a Ponte Preta é que o Atlético continua no caminho certo e, como mais de três quartos dos jogos do Campeonato serão em campos bons (metade no Independência e mais 9 contra times grandes em seus grandes estádios, eu espero), a boa técnica e troca de passes atleticana ainda se mostrará boa e útil.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Uma ingênua previsão estatística do desempenho atleticano no Campeonato Brasileiro 2012
Baseados na lógica explicada na postagem anterior, os seguintes resultados mostram um futuro promissor para o Clube Atlético Mineiro:
- o Atlético terá um aproveitamento de 62,5% no Campeonato Brasileiro, o que significa que fará 71 pontos, o que corrobora minha tese de que o Atlético será campeão brasileiro.
- o Cruzeiro brigará bem contra o Atlético, chegando à marca de 69 pontos.
Agora, se a previsão for feita por meio de uma regressão linear definida por
aproveitamento-no-brasileirão = a + b * aproveitamento-no-mineiro,
o Atlético passa a ter previstos 70 pontos e o Cruzeiro 67. O R² é de 0,36, provavelmente por um fator desconhecido que torna os desempenhos extremos no Campeonato Brasileiro -- muito altos ou muito baixos --, conforme mostra este gráfico que segue e que tenta, de forma ingênua, modelar os erros de previsão do modelo.
A explicação final sobre as causas todas do desempenho de um time em um campeonato ficarão para depois. Por hora, contente-se com a tabela com todos os dados.
Sobre futebol, probabilidades, uma lógica boba, mas correta, e o Campeonato Brasileiro 2012
Os times do interior de Minas não são, como parecem pensar alguns torcedores (normalmente bêbados após uma derrota do Atlético para o Social), uma baba completa. São adversários normalmente inferiores ao Atlético, mas que têm sempre total condição de vencer, porque o futebol é um jogo, e o jogo -- como diz um ditado que me poupa de fazer um discurso sobre chances e possibilidades -- é jogado, assim como o lambari é pescado.
Assim, está errado o torcedor bêbado que exclama (e parece nunca se cansar de repetir a mesma ladainha): "não ganhou do Democrata, vai ganhar de quem?". Mais do que desmentir essa pseudo-teoria com a recorrência enorme de situações em que os times campeões perdem de times fraquíssimos, a história mostra que é normal perder, que o futebol não é certo e que nem sempre o melhor time vence (donde se concluí que só perder uma partida não torna um time inferior a outro, considerando o âmbito do campeonato -- ou do período em que durarem aqueles times).
Isto dito, vamos ao seguinte: o futebol não é certo, todo mundo já sabe. Mas é probabilístimo. Por um encadeamento de causas que não é possível à mente compreender em sua totalidade, o melhor time vence mais vezes. E se dois times jogarem várias vezes seguidas, acontecerão, provavelmente, vitórias do time pior, mas mais vitórias do time melhor. E a proporção entre as vitórias do melhor time e as do pior serão tão maior quanto melhor for o melhor time.
Partindo do pressuposto de que os campeonatos em que cada time joga contra todos os outros representam uma aproximação das condições de determinação do melhor time acima explicadas (isto é, se considerarmos que jogar uma vez contra cada time significa jogar contra um time "médio" várias vezes), obtemos a proporção que diz quão melhor (ou pior) é um time em relação ao time médio de todos os outros.
Se o raciocínio ainda fizer sentido, podemos pensar que, se o time médio enfrentado pelo Atlético no Campeonato Mineiro se mantém num nível mais ou menos fixo ao longo dos anos e o mesmo acontece com o time médio do Campeonato Brasileiro -- e que este é melhor do que aquele numa proporção logicamente mais ou menos fixa -- e se, partindo daí, considerarmos o aproveitamento do Atlético (dado pelo seu número de pontos conquistados dividido pelo número de pontos possíveis nas fases de grupo dos campeonatos), teremos que este variará, seguindo nossas premissas ideais, de acordo unicamente com a qualidade do time do Atlético.
Portanto, conhecendo o aproveitamento do Atlético -- calculada com uma amostra de vários jogos -- contra o time médio do Campeonato Mineiro e conhecendo a proporção entre este e o Campeonato Brasileiro, conheceremos o aproveitamento do Atlético contra o time médio do Campeonato Brasileiro, e, por conseqüência, seu total de pontos nesse campeonato.
Temos os dados (graças ao RSSSF Brasil), mas não temos as condições idealizadas aqui descritas. Por isso as conclusões não são absolutas, mas o histórico indica uma lógica condizente com a aqui apresentada. Vale à pena, portanto, dar uma olhada nos dados e ver o desempenho do Atlético no Campeonato Brasileiro 2012 que eles prevêem.
O que eu fiz foi compilar esses dados de aproveitamento desde 1988, não sei por que razão, misturei também com os dados de Cruzeiro e América, como se os três, por jogarem mais ou menos contra o mesmo time médio nos nossos dois campeonatos analisados (já que as condições já não são mesmo as ideais, não tem problema se desidealizarmo-las mais um pouco, em prol da consistência dos dados) e chegar às previsões que vão listadas nesta planilha, e resumidas no próximo post.
Assim, está errado o torcedor bêbado que exclama (e parece nunca se cansar de repetir a mesma ladainha): "não ganhou do Democrata, vai ganhar de quem?". Mais do que desmentir essa pseudo-teoria com a recorrência enorme de situações em que os times campeões perdem de times fraquíssimos, a história mostra que é normal perder, que o futebol não é certo e que nem sempre o melhor time vence (donde se concluí que só perder uma partida não torna um time inferior a outro, considerando o âmbito do campeonato -- ou do período em que durarem aqueles times).
Isto dito, vamos ao seguinte: o futebol não é certo, todo mundo já sabe. Mas é probabilístimo. Por um encadeamento de causas que não é possível à mente compreender em sua totalidade, o melhor time vence mais vezes. E se dois times jogarem várias vezes seguidas, acontecerão, provavelmente, vitórias do time pior, mas mais vitórias do time melhor. E a proporção entre as vitórias do melhor time e as do pior serão tão maior quanto melhor for o melhor time.
Partindo do pressuposto de que os campeonatos em que cada time joga contra todos os outros representam uma aproximação das condições de determinação do melhor time acima explicadas (isto é, se considerarmos que jogar uma vez contra cada time significa jogar contra um time "médio" várias vezes), obtemos a proporção que diz quão melhor (ou pior) é um time em relação ao time médio de todos os outros.
Se o raciocínio ainda fizer sentido, podemos pensar que, se o time médio enfrentado pelo Atlético no Campeonato Mineiro se mantém num nível mais ou menos fixo ao longo dos anos e o mesmo acontece com o time médio do Campeonato Brasileiro -- e que este é melhor do que aquele numa proporção logicamente mais ou menos fixa -- e se, partindo daí, considerarmos o aproveitamento do Atlético (dado pelo seu número de pontos conquistados dividido pelo número de pontos possíveis nas fases de grupo dos campeonatos), teremos que este variará, seguindo nossas premissas ideais, de acordo unicamente com a qualidade do time do Atlético.
Portanto, conhecendo o aproveitamento do Atlético -- calculada com uma amostra de vários jogos -- contra o time médio do Campeonato Mineiro e conhecendo a proporção entre este e o Campeonato Brasileiro, conheceremos o aproveitamento do Atlético contra o time médio do Campeonato Brasileiro, e, por conseqüência, seu total de pontos nesse campeonato.
Temos os dados (graças ao RSSSF Brasil), mas não temos as condições idealizadas aqui descritas. Por isso as conclusões não são absolutas, mas o histórico indica uma lógica condizente com a aqui apresentada. Vale à pena, portanto, dar uma olhada nos dados e ver o desempenho do Atlético no Campeonato Brasileiro 2012 que eles prevêem.
O que eu fiz foi compilar esses dados de aproveitamento desde 1988, não sei por que razão, misturei também com os dados de Cruzeiro e América, como se os três, por jogarem mais ou menos contra o mesmo time médio nos nossos dois campeonatos analisados (já que as condições já não são mesmo as ideais, não tem problema se desidealizarmo-las mais um pouco, em prol da consistência dos dados) e chegar às previsões que vão listadas nesta planilha, e resumidas no próximo post.
terça-feira, 15 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
o problema Richarlyson
Até o atleticano mais otimista concorda que Richarlyson é um mau jogador. E quando torna verbal essa verdade, encontra sempre um atleticano pessimista para responder: "vai colocar quem? O Triguinho?", e segue dizendo que o Atlético tem uma péssima administração e é um clube inferior aos clubes paulistas.
O que eu digo é: todos os clubes têm uma péssima administração; e, sim, Triguinho. Triguinho não é um grande jogador, mas é melhor do que Richarlyson. E o gol que levamos do Goiás na sua zona de marcação não tira dele esse posto.
Mas, após dizer isto, prossigo lembrando que Richarlyson não é um lateral propriamente dito no Atlético e que poderia ser substituído por um zagueiro.
O que eu digo é: todos os clubes têm uma péssima administração; e, sim, Triguinho. Triguinho não é um grande jogador, mas é melhor do que Richarlyson. E o gol que levamos do Goiás na sua zona de marcação não tira dele esse posto.
Mas, após dizer isto, prossigo lembrando que Richarlyson não é um lateral propriamente dito no Atlético e que poderia ser substituído por um zagueiro.
Atlético 1 América 1
6 de maio de 2012
Mesmo jogando sem o nosso melhor jogador, o Atlético fez uma boa partida. Talvez tenha gostado demais da tática de cozinhar os adversários (que aplicou contra o Tupi e contra outros adversários mineiros)(e que é uma tática de time campeão, que joga feio mas vence), mas como ela não combina com o Atlético, os deuses do futebol nos tiraram a vitória.
O sistema tático, para delírio de Bob Faria, envolveu Marcos Rocha como meiocampista pela direita, Bernard pela esquerda e Guilherme e Serginho pelo meio. Na defesa jogaram Rafael Marques, Lima, Réver e Richarlyson (sim, como zagueiro). Quando Marcos Rocha deixava de ser meia e cobria o lado direito, Réver assumia o seu lugar na armação de jogadas (mas isto pouco foi feito).
Guilherme, como armador pelo centro, jogou melhor do que como atacante. É mais uma mostra de como Cuca está alterando as posições dos nossos jogadores e fortalecendo nosso meio (trazendo gente de todas as posições para meio-campo e criando um time que sabe tocar a bola, quase como o Arsenal 2006-2010, quando Wenger dava treinos só de toque de primeira e recuava atacantes para o meio-de-campo -- e quase como o Barcelona, que é mais ou menos isso também). Espero que Cuca saiba o que está fazendo, e que consiga combinar esse esquema de time técnico e veloz com a presença de um centroavante (ou que algum árabe surja e nos compre o André, dando em troca o Tardelli).
Cuca, aliás, tradicionalmente monta times que trocam passes no meio-campo e com jogadores variando de posição. Acho que a tendência é esse sistema do carrossel cuquês melhore a cada jogo, tanto mais porque agora temos um campo grande para trocar passes, e esta habilidade já está se fazendo notar, com jogos cada vez mais bonitos da parte do Atlético (se não acredita, vá ver um do Cruzeiro logo depois do do Atlético e pensará que está assistindo à quarta divisão).
Outro problema nosso é a falta de confiança dos atacantes. Agora me refiro aos nossos meias ofensivos pontuais, Bernard, Danilinho e Escudero, que quase não chutam, e ficam entalados com marcadores na frente. Em parte, esse problema vem da Arena do Jacaré, que era um estádio pequeno demais, impróprio para os dribles e cortes, e que favorecia a sorte, o chutão-seja-o-que-Deus-quiser e jogadas feias. O time do Atlético continua agindo assim quando está no ataque, mas creio que o tempo (não muito tempo) liberará o poder driblador de nossos craques e passaremos a marcar gols nas inúmeras bolas mano-a-mano que criamos e que hoje são desperdiçadas, passaremos a fazer jogadas cada vez mais envolventes com passes pelo meio (essas são as em que estamos melhor hoje, graças à estratégia referida no parágrafo acima) e criaremos jogadas de verdade pela linha de fundo, como bem sabiam fazer Marques, Márcio Araújo, Carlos Alberto (o volante), Serginho (o volante que está aí ainda) e para as quais temos hoje um especialista: Danilinho.
Seremos campeões.
Mesmo jogando sem o nosso melhor jogador, o Atlético fez uma boa partida. Talvez tenha gostado demais da tática de cozinhar os adversários (que aplicou contra o Tupi e contra outros adversários mineiros)(e que é uma tática de time campeão, que joga feio mas vence), mas como ela não combina com o Atlético, os deuses do futebol nos tiraram a vitória.
O sistema tático, para delírio de Bob Faria, envolveu Marcos Rocha como meiocampista pela direita, Bernard pela esquerda e Guilherme e Serginho pelo meio. Na defesa jogaram Rafael Marques, Lima, Réver e Richarlyson (sim, como zagueiro). Quando Marcos Rocha deixava de ser meia e cobria o lado direito, Réver assumia o seu lugar na armação de jogadas (mas isto pouco foi feito).
Guilherme, como armador pelo centro, jogou melhor do que como atacante. É mais uma mostra de como Cuca está alterando as posições dos nossos jogadores e fortalecendo nosso meio (trazendo gente de todas as posições para meio-campo e criando um time que sabe tocar a bola, quase como o Arsenal 2006-2010, quando Wenger dava treinos só de toque de primeira e recuava atacantes para o meio-de-campo -- e quase como o Barcelona, que é mais ou menos isso também). Espero que Cuca saiba o que está fazendo, e que consiga combinar esse esquema de time técnico e veloz com a presença de um centroavante (ou que algum árabe surja e nos compre o André, dando em troca o Tardelli).
Cuca, aliás, tradicionalmente monta times que trocam passes no meio-campo e com jogadores variando de posição. Acho que a tendência é esse sistema do carrossel cuquês melhore a cada jogo, tanto mais porque agora temos um campo grande para trocar passes, e esta habilidade já está se fazendo notar, com jogos cada vez mais bonitos da parte do Atlético (se não acredita, vá ver um do Cruzeiro logo depois do do Atlético e pensará que está assistindo à quarta divisão).
Outro problema nosso é a falta de confiança dos atacantes. Agora me refiro aos nossos meias ofensivos pontuais, Bernard, Danilinho e Escudero, que quase não chutam, e ficam entalados com marcadores na frente. Em parte, esse problema vem da Arena do Jacaré, que era um estádio pequeno demais, impróprio para os dribles e cortes, e que favorecia a sorte, o chutão-seja-o-que-Deus-quiser e jogadas feias. O time do Atlético continua agindo assim quando está no ataque, mas creio que o tempo (não muito tempo) liberará o poder driblador de nossos craques e passaremos a marcar gols nas inúmeras bolas mano-a-mano que criamos e que hoje são desperdiçadas, passaremos a fazer jogadas cada vez mais envolventes com passes pelo meio (essas são as em que estamos melhor hoje, graças à estratégia referida no parágrafo acima) e criaremos jogadas de verdade pela linha de fundo, como bem sabiam fazer Marques, Márcio Araújo, Carlos Alberto (o volante), Serginho (o volante que está aí ainda) e para as quais temos hoje um especialista: Danilinho.
Seremos campeões.
Leandro Donizete
Se um time tem a pretensão de ser campeão nacional, precisa de um volante que saiba jogar. Não vou citar exemplos aqui dos últimos campeões brasileiros, ou este poste -- que se pretende curto -- ficaria chato demais. Vou usar só uma comparação, que é clichê hoje, mas que não será mais em um ou dois anos: o Barcelona desta Era tinha milhares de bons jogadores, jogadores que jogavam em várias posições, um time que marcava e atacava e tudo o mais; mas volante-que-sabe-jogar só havia um, esta, que é a posição dos verdadeiros craques do gramado é crucial para qualquer time. Foi perdê-lo e o Barcelona deixou de ganhar, este ano, o Espanholão e a Liga dos Campeões.
Um time sem volante-que-sabe-jogar não ganha nada senão por sorte. Um time que tem um de qualidade superior como é o Leandro Donizete, o Xavi do Cerrado, só não é campeão por muito azar.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Danilinho
Atlético 2 Goiás 1, Atlético eliminado da Copa do Brasil. A torcida põe a culpa em Danilinho, a imprensa o crucifica, diz que está bebendo demais. Levantam os fatos: recebeu diversas bolas no mano-a-mano, pela direita, no pé bom, e nada fez além de parar e cruzar mal para a área. É tudo verdade.
O que acontece é que Danilinho está jogando numa posição errada. Nunca foi armador. Danilinho sempre rendeu bem como atacante. Mas não porque seja atacante (afinal de contas, não sabe chutar para o gol), só porque, como atacante, tinha a liberdade necessária em sua real posição, que os jornalistas de hoje não dizem: ponta.
É provável que a torcida, preocupada em procurar defeitos, não tenha percebido que Danilinho teve uma boa jogada em campo, e quando jogou em sua real posição: os melhores momentos da Globo não mostram, mas na única jogada em que recebeu a bola perto da linha de fundo, Danilinho sofreu um pênalti (em que foi amarelado por simulação, mas foi pênalti) e faria o gol se não tivesse sofrido.
Talvez Cuca ainda não tenha percebido a real posição do Veron do Centro-Oeste, mas vai perceber. E aí, meu bom amigo, Danilinho vai ganhar poder.
O que acontece é que Danilinho está jogando numa posição errada. Nunca foi armador. Danilinho sempre rendeu bem como atacante. Mas não porque seja atacante (afinal de contas, não sabe chutar para o gol), só porque, como atacante, tinha a liberdade necessária em sua real posição, que os jornalistas de hoje não dizem: ponta.
É provável que a torcida, preocupada em procurar defeitos, não tenha percebido que Danilinho teve uma boa jogada em campo, e quando jogou em sua real posição: os melhores momentos da Globo não mostram, mas na única jogada em que recebeu a bola perto da linha de fundo, Danilinho sofreu um pênalti (em que foi amarelado por simulação, mas foi pênalti) e faria o gol se não tivesse sofrido.
Talvez Cuca ainda não tenha percebido a real posição do Veron do Centro-Oeste, mas vai perceber. E aí, meu bom amigo, Danilinho vai ganhar poder.
Atlético 2 Goiás 1
Fui ao estádio do Independência usando uma camisa vermelha. Assisti ao jogo de trás das traves onde a bola não entrou nenhuma vez. Vi o time do Atlético jogar muito bem, e acredito que o título brasileiro não é um sonho distante.
Do primeiro tempo aberto, em que o Goiás várias vezes chegou pelos lados, e foi facilmente desarmado pelos bons zagueiros do Atlético, Réver e Lima, e por seus bons laterais, Danilinho e Leandro Donizete (Marcos Rocha é um meia, assim como Richarlyson). Em todo caso, os ataques atleticanos, vistos de longe, pareciam uma grande correria, tudo no improviso, mas dizem aí os jornais e os comentários de várias partes que foi um primeiro tempo excelente. Eu devo dar crédito, tanto mais porque fizemos dois gols.
O segundo tempo, que essas mesmas fontes dizem ter sido péssimo, não foi. No início, achei muito boas as jogadas de bola tocada, de pé em pé, passando pelas boas saídas do gênio do futebol Leandro Donizete e pelo excelente Escudero, que é inteligente e pensa as jogadas, ao mesmo tempo que, rápido para executá-las, não tem a lentidão do camisa 10 clássico.
O Atlético jogou num 3-1-5-1, com um dois meias pela esquerda, Escudero e Triguinho (que substituiu Richarlyson); dois pela direita, Danilinho e Marcos Rocha; e um solto, Mancini. As duplas se entendiam bem nas laterais, e os passes eram em grande parte certos. Um erro tático no posicionamento de Danilinho e um dia de azar do único atacante André impediram o Atlético de fazer mais gols.
No primeiro tempo, imagino que o desenho tático do jogo tenha sido semelhante, com Neto Berola de meiocampista, talvez rendendo até mais do que como atacante.
Depois de um bom começo de segundo tempo, talvez por cansaço, o Atlético passou a jogar dando chutões para a frente. Foi ruim, o time piorou, mas mesmo assim as jogadas dos meias estavam funcionando. Piorou um pouco mais com a saída de Mancini e a entrada do volante Serginho, que transformou nosso 3-1-5-1 em um 3-2-4-1 e diminuiu as chances de surgir uma boa jogada.
O gol do Goiás foi uma fatalidade a que estávamos sujeitos desde o início. Há que se lamentar, não vaiar, não deixar de enxergar as inúmeras qualidades do Atlético, nem que deixar de crer no título do Campeonato Brasileiro.
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